Como os modelos mentais influenciam a sua liderança

Talvez você já tenha ouvido falar desse termo, mas em inglês: modelos mentais é a forma como traduzimos no português a palavra “mindset”. Para quem é do universo da gestão, ele não é estranho. E mais do que saber o que significa, é preciso entender o impacto que esse conceito possui no comportamento profissional — em qualquer área.

A ideia sobre os modelos mentais vem da psicologia. No entanto, como ele é usado frequentemente para argumentar a necessidade de mudança (em busca do crescimento e evolução), acabou sendo largamente utilizado no cenário corporativo.

O que são modelos mentais?

Os modelos mentais dizem respeito a nossa visão de mundo. É a forma como enxergamos e nos relacionamos com a realidade, com o contexto em que vivemos. Poderíamos nos referir a eles como filtros criados por nosso cérebro na apreensão de realidade.

Todas as experiências acumuladas ao longo da vida nos trazem uma bagagem de conhecimento. E são essas informações que geram os modelos mentais, que são exclusivos de cada pessoa.

É nesses modelos que vamos nos basear para interagir com o mundo a nossa volta. Eles determinam nossos comportamentos mais automáticos. Seria muito trabalhoso pensar detalhadamente em cada uma de nossas pequenas ações, certo? Por isso, o cérebro usa os modelos pré-criados para definir ações mais automáticas.

A influência dos modelos mentais

Os modelos mentais são tão importantes justamente porque automatizam comportamentos. Eles definem nossas decisões ou reações baseados em experiências prévias. Lembra daquele conceito de que você não irá obter diferentes resultados se continuar fazendo as coisas da mesma forma? Pois é! O que os modelos mentais fazem é fornecer um roteiro ao cérebro baseado em tudo aquilo que já foi feito um dia.

Isso é de todo mal? Não. Se precisássemos pensar de forma profunda em cada pequena decisão banal que precisamos tomar no cotidiano, não teríamos tempo para nos ater ao que realmente exige nossa atenção e reflexão. Precisamos dos modelos mentais.

Acontece que, em se tratando de desenvolvimento, eles podem atrapalhar bastante.

Um possível entrave à liderança

No universo corporativo, o mindset precisa ser encarado de forma crítica. Isso porque, para desenvolvermos líderes capazes de atuar em um mundo volátil e incerto como o de hoje, precisamos fazer alguns ajustes: transformar comportamentos, estimular habilidades, trabalhar em algumas atitudes.

E nesse momento os modelos mentais possuem papel muito relevante. Porque será através deles que faremos esses ajustes. É possível? Sem dúvida.

Possuímos neuroplasticidade. É um conceito que merece mais atenção mas, para ser breve, podemos dizer que isso significa que os modelos mentais não são imutáveis e que cada um de nós pode transformá-los ou criar novos.

Quando falamos em mudar padrões, falamos nisso. É à alteração de modelos mentais que estamos nos referindo quando falamos em “pensar fora da caixa” ou “virar a chave”.

Liderar é uma tarefa que exige adaptação constante. Por isso, é necessário ter perspectivas diversas e passíveis de mudança. Praticar o desapego de ideias é tema de casa de qualquer pessoa que esteja desenvolvendo sua liderança. Para isso, é preciso desenvolver um mindset adaptável, mutável.

Isso não é feito do dia para a noite. Estamos falando de padrões de comportamento gerados por modelos mentais construídos com muita informação. São dados cruciais, marcantes em sua vida, que geraram esses padrões. Alterá-los, se necessário, pode ser uma tarefa um tanto complicada.

O auxílio de pessoas capacitadas no assunto é muito bem-vindo. Quando falamos em desenvolvimento de liderança, muitos detalhes estão envolvidos. Os Programas do CENEX possuem alinhamento à neurociência para oferecer aos profissionais todo o necessário para identificar o que precisa ser alterado em termos de modelos mentais e como fazê-lo. Um deles, o Primeira Liderança – A Essência do Líder, conta inclusive com um módulo voltado a isso: “Como os valores e crenças (modelos mentais) definem o modo de ser e fazer no cotidiano”.

E você, já parou para refletir sobre seus modelos mentais?