Afinal, qual a diferença entre soft e hard skills?

Quem trabalha ou se interessa por assuntos relacionados ao desenvolvimento de pessoas sem dúvida ouve falar muito sobre as soft skills. E mesmo que já tenhamos entendido o que elas significam, é preciso entender ainda se existem, portanto, as hard skills e o que as diferencia

Em primeiro lugar, vamos às traduções: quando usamos o termo skills, estamos falando de habilidades, que podem ser aprendidas ou melhoradas. E sim, existem as hard skills. Enquanto essas se referem a capacidades técnicas, tangíveis, quantificáveis, as soft skills dizem respeito a competências mais subjetivas, que não conseguimos avaliar ou quantificar de imediato. Elas também são chamadas de interpersonal skills (habilidades interpessoais) ou ainda people skills (habilidades com pessoas).

As hard skills

São habilidades que aprendemos — em sala de aula, livros e treinamentos técnicos. Via de regra, as hard skills são avaliadas em entrevistas, processos seletivos e provas, e comparadas em nível de igualdade a outros candidatos.

São, assim, habilidades que podemos aprender ou qualificar facilmente, porque só envolve um conhecimento técnico. Na vida profissional, são aspectos comumente relacionados a ferramentas e modos de fazer, e ficam evidentes no primeiro contato ou conversa.

Alguns exemplos de hard skills:

Proficiência em uma língua estrangeira;

Domínio de softwares;

Conhecimentos estatísticos;

Operação de máquina;

Especialização em um assunto.

As soft skills

Aqui, o cenário é outro. Quando falamos em soft skills, envolvemos mais aspectos do ser humano do que sua capacidade cognitiva. Elas dizem respeito ao comportamento, à valores, caráter, personalidade e até mesmo crenças.

São aspectos que influenciam diretamente na forma como uma pessoa se relaciona com a outra. As soft skills podem ser desenvolvidas a partir do autoconhecimento, da orientação profissional e determinação de cada um.

Alguns exemplos de soft skills:

Comunicação;

Flexibilidade;

Liderança;

Trabalho em equipe;

Empatia.

Soft skills: a demanda do futuro (e do presente)

Em um estudo global realizado com 450 líderes executivos e 450 jovens, três quartos apontaram que os novos profissionais não estavam prontos para o trabalho, embora tivessem se formado recentemente e apresentassem excelentes hard skills.

Isso acontece porque, em geral, os jovens se preocupam muito em desenvolver suas habilidades técnicas, possuem os diplomas e certificados corretos e são muito ágeis. Porém, acabam deixando de lado a atenção com suas habilidades comportamentais, que irão ditar pontos cruciais para as empresas como foco, motivação, capacidade de colaboração e visão de mundo.

Não é à toa que as soft skills são apontadas como as habilidades do futuro, apesar de já serem requisitadas hoje pelas empresas que perceberam seu valor. Inclusive, as organizações mais atentas ao seu bom desempenho no mercado investem a cada dia mais no desenvolvimento de pessoas que foque nesses aspectos.

Exemplos de soft skills em alta no mercado

Liderança: saber motivar e engajar grupos de formas inovadoras e assertivas;

Colaboração: saber trabalhar em em grupo e compartilhar o conhecimento que possui;

Empatia: capacidade de ver do ponto de vista do outro e entendê-lo;

Comunicação: ser capaz de ter uma escuta ativa;

Flexibilidade: conseguir se adaptar às mudanças, que acontecem de forma cada vez mais rápida no nosso mundo VUCA;

Orientação para resultados: ter visão para chegar ao resultado desejado da forma mais eficaz possível;

Trabalhar sob pressão: administrar o estresse sem perder o foco e o bem-estar.

Que tal começar agora mesmo a desenvolver suas soft skills? Neste artigo falamos sobre como tornar seu pensamento mais flexível, uma habilidade cada vez mais necessária para todos nós.